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Seminário de Museologia Popular debate memória e periferia em Salvador

  • há 16 horas
  • 4 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Evento reúne experiências museais comunitárias da Bahia, Rio de Janeiro e Ceará durante a 24ª Semana Nacional de Museus.


O Grupo de Arte Popular A Pombagem realiza, entre os dias 20 e 22 de maio, o Seminário de Museologia Popular, integrando a programação da 24ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). A atividade faz parte das ações da ocupação artística “O Museu é a Rua”, projeto desenvolvido pelo grupo em diálogo com o Centro Cultural Solar Ferrão, articulando museologia social, arte periférica e intervenções culturais. A programação do Seminário acontece na Casa do Museu Popular da Bahia (@casadomuseupopulardabahia) , localizada na Fazenda Grande do Retiro.


O seminário promove o encontro entre três experiências de museologia comunitária desenvolvidas em periferias e favelas brasileiras: o Ecomuseu de Manguinhos, do Rio de Janeiro; o Museu da Boneca de Pano, do Ceará; e a própria Casa do Museu Popular da Bahia. A proposta busca fortalecer trocas de saberes e discutir estratégias de preservação da memória, autonomia institucional e resistência cultural produzidas em territórios populares.


Criado em 2009, o Grupo A Pombagem nasceu das poesias declamadas nas ruas e praças da periferia de Salvador, especialmente nos bairros de Fazenda Grande do Retiro e São Caetano, transformando literatura periférica em experiências de teatro de rua, cortejos e ações de museologia social. Ao longo de 16 anos, o coletivo consolidou o movimento “O Museu é a Rua”, conceito que entende o espaço público como território legítimo de memória, criação artística e transmissão de saberes populares.


Museologia social, arte periférica e direito à memória


A ideia do seminário foi inspirada no Curso de Museologia Popular, idealizado pela museóloga Waldisa Rússio na década de 1980, e propõe reflexões sobre o papel social dos museus em um mundo marcado por desigualdades e disputas de narrativas. A programação inclui palestras, mesas temáticas, batalhas de rap, apresentações artísticas e debates sobre memória, gestão de museus comunitários e práticas educativas nas periferias.


Mais do que uma ocupação artística, o projeto propõe uma reflexão sobre os modelos tradicionais de museu, defendendo uma museologia viva, acessível e conectada com as dinâmicas culturais da cidade. A iniciativa foi reconhecida recentemente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, destacando sua contribuição para a valorização da cultura popular e das práticas comunitárias de preservação da memória.


Já a Casa do Museu Popular da Bahia foi criada como um museu comunitário voltado à valorização da história local e das experiências culturais da periferia. Certificada como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus, a iniciativa desenvolve ações educativas, culturais e políticas que articulam arte, território e mobilização social.


O projeto foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia (PNAB) e conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.


SERVIÇO:

Seminário de Museologia Popular

20 a 22 de maio de 2026

Casa do Museu Popular da Bahia e ruas de Fazenda Grande do Retiro – Salvador/BA

Gratuito


Acompanhe em:

@apombagem

@casadomuseupopulardabahia


PROGRAMAÇÃO


  • 20 de maio


16h – Falas institucionais

Participantes: Janete Brito (Coordenadora da CMPB), Adriana Cravo (Diretora de Museus do IPAC) e Maria Marighella (Ex Presidenta da FUNARTE)

Mediadora: Candace


17h – Palestra com Rita Maia (UFBA)

Tema: A universalidade do objeto de estudo da museologia: entre memória e beleza

Mediadora: Manuela Ribeiro


18h – Mesa: Reflexões sobre a gestão de museus comunitários e os desafios para a

manutenção e autonomia destes espaços.

Participantes: Carlos Bonfim (UFBA) e Fabricio Brito (CMPB)

Mediadora: Iara Villanueva


19h – Batalha de Rap


  • 21 de maio


16h – Mesa: Como é ser educadora em um museu que vai para as ruas?

Participantes: Luana Gomes, Camila Rodrigues e Cristina Carvalho (CMPB)

Mediadora: Janete Brito


17h – Mesa: No estandarte está escrito que a Rua é o museu do povo

Participantes: Meri Araújo, Barbara Santos (CMPB) e Bia Gigante (Ateliê Sereyá)

Mediadora: Carol Caracol


18h – Mesa: A Arte e o Popular nos museus de periferia e favela

Participantes: Vanessa Almeida (Ecomuseu de Manguinhos - RJ), Rebeca Eloi (Museu da

Boneca de Pano - CE) e Fabricio Brito (Casa do Museu Popular - BA)

Mediador: Vanusa Flor


19h – Show d’A Pombagem


  • 22 de maio


16h - Mesa: A exposição “Rimas sobre Biancardi e Smetak”: uma mediação cultural através do RAP

Participantes: Iara Villanueva e Candace

Mediador: Tamara Coral


17h - Mesa: A Festa do Lixo e o seu legado para as novas gerações

Participantes: Ailton Ferreira, Waldemar Oliveira e Luana Gomes

Mediador: Fabricio Brito


18h - Cortejo Performático pelas Ruas da Fazenda Grande do Retiro.


SOBRE O GRUPO DE ARTE POPULAR A POMBAGEM


Criado em 2009, na periferia de Salvador, o Grupo de Arte Popular A Pombagem nasceu das poesias declamadas em praças e ruas de Fazenda Grande do Retiro e São Caetano, que mais tarde se transformaram em dramaturgias para o teatro de rua. Há 16 anos, o grupo desenvolve o movimento “O Museu é a Rua”, a partir de experiências estéticas e poéticas em torno da museologia popular.


Em 2022, o coletivo inaugurou sua sede própria, a Casa do Museu Popular da Bahia, museu comunitário localizado em Fazenda Grande do Retiro. Em 2023, integrou o Programa de Residência Artística do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), com quatro meses de atividades que incluíram exposições, saraus e oficinas. Em 2024 retomou suas ações na sede comunitária, com programação cultural e participação ativa de moradores da região. O grupo também integra a Periferia Brasileira de Letras (PBL), iniciativa da Cooperação Social da Presidência da FIOCRUZ.

 
 
 

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