Estado prepara ações de combate ao racismo durante o Carnaval de Salvador
- 9 de fev.
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Durante o Carnaval de Salvador, quando milhões de pessoas ocupam os circuitos da cidade e a cultura negra se afirma como base histórica e simbólica da maior festa popular do país, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia (Sepromi) intensifica sua atuação no enfrentamento ao racismo. A presença da secretaria se dará de forma articulada, com ações de acolhimento às vítimas, formação antirracista, monitoramento de ocorrências e valorização da cultura afro-brasileira, tanto na capital quanto no interior do estado.
Expressão máxima da identidade baiana, o Carnaval também expõe desigualdades estruturais que se traduzem em episódios de discriminação racial, violência simbólica e violações de direitos. O aumento dos registros dos casos de racismo nos últimos anos reforça a necessidade de respostas efetivas do poder público, especialmente em um evento de grande visibilidade e intensa circulação de pessoas, como a festa momesca.
De acordo com Ângela Guimarães, secretária da Sepromi, “a escalada dos casos de racismo não pode ser naturalizada. O Estado tem o dever de atuar de forma firme e permanente, e é isso que temos feito por meio de políticas públicas que acolhem, orientam, formam e responsabilizam. No Carnaval, quando essas situações tendem a se intensificar, nossa atuação ganha ainda mais centralidade para garantir que o racismo seja enfrentado de forma imediata e estruturante”, afirma.
Ao longo do Carnaval 2026, a Sepromi contará com uma ampla estrutura de atendimento e acolhimento às vítimas de racismo. Postos fixos funcionarão na Praça Municipal, atendendo aos circuitos do centro histórico, na Avenida Sete, através do Plantão Integrado em Direitos Humanos, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, na Sede do Procon, localizada na Avenida Carlos Gomes, e em Ondina, no Sistema Integrado da Superintendência de Prevenção à Violência e da Valorização Profissional - SPREV - SSP. Ao todo, cerca de 180 profissionais capacitados atuarão com escuta qualificada, apoio psicossocial e orientação jurídica, garantindo atendimento humanizado e resposta rápida às denúncias.
As ações da SEPROMI não se restringem à capital. Durante o período carnavalesco, a secretaria amplia sua atuação para dez municípios do interior da Bahia, entre eles Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Rio de Contas, Maragogipe e Vera Cruz. Equipes volantes atuarão assegurando presença institucional, acolhimento inicial e encaminhamento adequado das demandas também fora de Salvador.
Durante todo o Carnaval, vítimas e testemunhas de racismo poderão acionar os canais de denúncia, como o WhatsApp do Centro de Referência Nelson Mandela, pelo número (71) 3103-1435, além do telefone (71) 3117-7448. Também estão disponíveis a Delegacia Especializada de Combate aos Crimes de Racismo e Intolerância Religiosa (DECRIN -(71) 99637-8289 / 3450-1111), e da Ouvidoria Geral do Estado (0800-284-0011).
Fonte: Ascom/Sepromi





















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