Aleluia vai cair no samba! Dia 07 é o último dia da temporada
- 3 de fev.
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Frank Menezes faz sua última apresentação da temporada no dia 07 de fevereiro, no Teatro Molière, em Salvador, com seu espetáculo solo “Aleluia”, que mistura comédia rasgada com uma dose generosa de insanidade doméstica. Sábado, de a 07 de fevereiro, às 20h, com ingressos a R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia.
Nesta comédia rasgada, afiada e deliciosamente desconcertante, Frank revive Aleluia, uma dona de casa politicamente incorreta, emocionalmente exausta e absolutamente impossível de ignorar. Dirigida por Marcelo Praddo e escrita por Márcio Azevedo e Ricky Hiraoka, a peça é um monólogo explosivo que finalmente dá voz àquela mulher que sempre esteve ali… mas nunca foi ouvida.
Aleluia passa os dias sustentando uma casa que funciona à base de invisibilidade feminina. O marido não vê, a filha trata como empregada e a rotina suga qualquer vestígio de reconhecimento. Ao redor dela orbitam figuras tão absurdas quanto familiares: a sogra Dona Matusalém, que só se comunica pelas palavras “líquido” e “sólido”; a melhor amiga Mamute, comilona compulsiva; e até um ator pornô por quem Aleluia nutre uma paixão secreta e impronunciável.
Tudo segue “normal” — até que não segue mais. Uma confusão de Natal, uma explosão doméstica e a possível morte da sogra detonam a virada: Aleluia decide se entregar. E é justamente na delegacia que acontece a grande catarse. Pela primeira vez, ela conta sua própria história: do parto (quando o médico gritou “Aleluia!” ao perceber que o bebê era a cara do pai) ao casamento com Jorge Almir, passando pelo nascimento da filha Tininha (“feia, feia, feia… mas minha”).
Entre gargalhadas e silêncios reveladores, o espetáculo escancara uma crítica ácida e atual ao lugar das mulheres que dedicam a vida à família e à casa, muitas vezes apagadas por aqueles que mais deveriam enxergá-las. Aleluia é um espelho cômico da nossa realidade — distorcido, exagerado, mas perigosamente próximo.
Como define Márcio Azevedo: “Ela é aquela parente que está sempre ali e que só percebemos quando some.”
“Aleluia” é dessas peças que grudam. Você sai repetindo frases, rindo sozinho no carro e, de repente, pensando naquela tia que escondia perfumes, sonhos e pequenos atos de rebeldia. Uma comédia escandalosamente verdadeira, com tempero baiano, afeto torto e a insanidade precisa que só Frank Menezes sabe servir.





















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